terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Dores

É fato que não é em vão que o ser humano
é um ser, por excelência, complexo.
Complexo porque dificulta tudo!
Até pode ser simples...
mas não! Tem que ser complicado,
difícil, misterioso...

Por isso, os desencontros de amor,
as declarações de guerra, as tristezas
e a peste sobrevivem. E, ainda, deixam
a dor para reforçar a complicada cena humana.

Essa dor física, proveniente da guerra
e das doenças, que alastra a esperança
despedaçando-a como quem
esquarteja um animal vil e ameaçador.
Essa dor da alma, pelas tristezas da
Terra, que sofre pela fome, pelo calor,
pela violência.
E essa dor do coração, por reconhecer
que o desencontro do amor
já foi capaz de arrancar lágrimas profundas
por saber que desse amor não se pode viver.

Se vive, então, do quê, ó Dona do Castelo?

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